Movimento apresenta líderes de diferentes religiões como instrumentos para a Paz

Médium e orador espírita, bispo e pastores participarão da live que será transmitida no dia 30 de agosto

A paz é um sentimento que, quando vivido em plenitude, reflete à nossa volta e faz com que sua presença seja notada no comportamento de quem a carrega. 

E muito embora não esteja relacionada à religião, a fé é culturalmente considerada um meio de alcançar a paz, uma vez que seus líderes transmitem ensinamentos que inspiram mudanças comportamentais alicerçadas no amor e no respeito entre as pessoas.

Por isso e com objetivo de inspirar essa transformação interior, o 8º Movimento Você e Paz de Amparo/SP apresenta os quatro oradores que farão parte da live transmitida no próximo no dia 30 de agosto, à partir das 19 horas, pelo canal TV Mansão do Caminho, no Youtube. 

 

Leia a entrevista de Dom Luiz Fechio

Leia a entrevista dos pastores José Lima e Rubens das Virgens

Leia a entrevista de Divaldo Pereira Franco

Dom Luiz Fechio, bispo católico, convida cada um a ser sujeito da Paz

“Pela paz, nós precisamos nos unir, derrubar muros e construir pontes. Com respeito a cada um, conforme a sua formação religiosa, mas lembrando que vivemos todos sob o mesmo teto”, salienta o bispo.

Dom Luiz Gonzaga Fechio é paulista, nascido em 4 de dezembro de 1965 em Matão, cidade próxima a Araraquara e São Carlos. 

Presente em Amparo há quatro anos e meio, Dom Luiz é responsável por 34 paróquias em 11 municípios da região. 

Fui ordenado bispo em 19 de março de 2011 pelo Papa emérito Bento XVI. Antes de chegar a Amparo, eu trabalhei os primeiros cinco anos como bispo na Arquidiocese de Belo Horizonte, em Minas Gerais. 

Tudo aquilo que eu faço como bispo, eu sinto que preciso ser portador da Paz e seja para quem se aproximar de mim ou de quem eu preciso me aproximar. Mas, isso não é só em uma celebração, mais solene, como é o caso de uma missa, por exemplo, mas é no dia a dia mesmo.

Muitas vezes a gente nem sabe o quanto a nossa presença, a nossa conversa ou só no escutar mostramos a importância que a pessoa tem, que a vida dela tem e o quanto é importante ela cultivar a Paz desse momento para contaminar os outros ao seu redor. É por isso que a Paz deve ir conosco onde nós estivermos, independente do que fizermos, qualquer que seja o ambiente e qualquer pessoa”, enfatiza.

De acordo com Dom Luiz, “Pela Paz, nós precisamos nos unir, derrubar muros e construir pontes. Com respeito a cada um, conforme a sua formação religiosa, mas lembrando que vivemos todos sob o mesmo teto, nessa grande casa e que estamos aqui na mesma condição tão provisória, tão temporária, tão frágil, sabendo que viemos do mesmo modo, no sentido de termos nascido sem nada e também partiremos daqui sem nada daquilo que possa ser motivo de apego”.

Para encerrar, o bispo Dom Luiz Gonzaga Fechio, deixa uma mensagem de reflexão sobre a paz:

Acredite nessa paz de uma maneira que você também se sinta sujeito dela. Não se isole. O distanciamento não pode ser isolamento. É importante buscarmos ou deixarmos chegar as pessoas que Deus coloca na nossa vida. E Ele coloca porque sabe de tudo que acontece conosco. Ele só quer nosso bem, justamente para que diante de uma situação tão difícil, tão desafiadora que possamos passar, não duvidemos, não desacreditemos dessa paz…  qualquer que seja a situação difícil pela qual possa estar, acredite, Deus está com você e deseja manifestar isso com seu coração aberto, por meio de sua oração, seu silêncio, com sua abertura à proximidade Dele. De uma forma ou de outra, às vezes, uma pessoa muito simples, sem lugar, sem data ou sem horário marcado, será uma pessoa enviada por Ele para comunicar a você mais vida e consequentemente fortalecer essa paz que tanto precisamos fazer circular ao nosso redor.

Unidos iluminamos o mundo. Então, que essa união não seja simplesmente numérica.  … Meu irmão e minha irmã, você e eu somos instrumentos dessa luz. Não precisamos ser uma lâmpada ou um grande poste, não precisamos ser um lustre maravilhoso, às vezes somos uma chama muito pequenininha, simples, mas, dependendo do ambiente em que estamos e da escuridão dele, fazemos uma grande diferença. 

É importante termos consciência de que a nossa luz não é para aparecermos ou para ficarmos em evidência, mas, para que essa luz fique em evidência diante de um mundo cheio de luzes, mas que ao mesmo tempo é muito escuro, porque nele falta a verdadeira luz que deve brilhar nos corações. Portanto, sejamos portadores, unidos, dessa luz”.

 

Da Assembleia de Deus Ministério do Belém, pastor José Lima e pastor Rubens ensinam sobre a paz de Cristo

Convidando a todos a participar no dia 30 de agosto da live do 8º Movimento Você e a Paz Amparo, o pastor Rubens, representando o pastor José Lima, fala da importância dessa união em torno do tema ‘Unidos pela paz, iluminamos o mundo

O pastor Rubens, nascido na cidade de Cruzeiro do Oeste, no Paraná, tem 57 anos, dos quais, 40 são vividos no estado de São Paulo. Aos 17 anos, mudou-se para Amparo, interior paulista, onde morou e atuou por 18 anos na igreja Assembleia de Deus Ministério do Belém, sede na região. Transferido para Jaguariúna há 22 anos, o pastor setorial atende a congregação vinculada à Amparo ao lado de sua família: a esposa e três filhos.

Rubens conta que o chamado para a religião chegou por meio de seu pai. “Quando criança, por volta dos cinco anos, eu tive problema com ataques epiléticos que se repetiram algumas vezes. Meu pai, desesperado, me levou a casa de um pastor. Ele orou por mim e no outro dia fomos a um culto… Ali, senti algo diferente e a partir daquela data, comecei a admirar os pastores. Eu dizia a minha avó, que também evangélica e me contava histórias bíblicas, que eu admirava muito os personagens bíblicos, e pela maneira como era enfatizado, nasceu em mim o desejo de ser alguém que tivesse pregando o evangelho, envolvido nessa missão”.

Como líder religioso, conta que dentro da Igreja incentiva a Paz em família. “Somos conselheiros familiares ao mesmo tempo que somos pastores. Incentivamos o convívio pacífico ao invés da cobrança da justiça quando o outro, naquele momento, não está ao alcance do entendimento”.

Para o pastor Rubens, a mudança de comportamento provocada pelo evangelho na vida das pessoas está na busca de resolução dos problemas de uma maneira diferente, que não seja por meio da violência. “A violência é explicada como uma maldade, mas aquele que a pratica tem em mente que está fazendo justiça. Então, essa visão de mundo tem que ser mudada e o evangelho faz isso. Graças a Deus, temos muitos testemunhos dessa mudança de comportamento”, conta.

O pastor Rubens ressalta a atuação do presidente da igreja Assembleia de Deus Ministério do Belém de Amparo, o pastor José Lima, que participa anualmente nas atividades do Movimento Você e a Paz, pelo oitavo ano consecutivo, responsável por 140 igrejas sendo duas na Bahia, duas na Argentina, 46 em Minas Gerais, 90 em São Paulo, ao qual com imensa gratidão e satisfação participa em mais um ano deste Movimento em prol da Paz.

Quero usar as palavras do pastor José Welinton. Ele diz que o pastor Lima é um homem à frente de seu tempo. As iniciativas dele, 10 ou 20 anos depois, vão dizer que ele estava certo e teve visão e coragem. Muito trabalhador, ele é um exemplo de luta pela recuperação das pessoas e nos trabalhos sociais implantados no campo, sem ter nenhum retorno financeiro. Ele decide e não vive de teorias. Quando ele acredita em uma causa, ele a abraça, não fica olhando para críticas ou elogios. Aquilo que ele tem convicção, ele faz e faz com muita bravura. Para nós, é um exemplo, um herói. A gente tenta imita-lo e estamos longe disso. Mas, estamos aqui, tremendo, por representá-lo”, define. 

Convidando a todos a participar no dia 30 de agosto da live do 8º Movimento Você e a Paz de Amparo, o pastor Rubens fala da importância nos unirmos no propósito de levar Cristo a todas as pessoas, assim iluminando o mundo. “Esta é uma frase muito real e verdadeira, pois a luz do conhecimento do evangelho liberta, muda conceito e transforma”.

Divaldo, o médium que fundou o Movimento Você e Paz com objetivo de transformar os corações

O indivíduo pode possuir qualquer tesouro, mas se não tem paz, esse tesouro nenhum significado possui”, enfatiza o orador espírita e fundador do Movimento

Divaldo Pereira Franco é médium e orador espírita, fundador da Mansão do Caminho e do Movimento Você e a Paz. Por sua contribuição ao bem-estar e à paz da humanidade, já recebeu mais de 600 homenagens e 80 títulos de cidadania honorária.

Nascido em Feira de Santana, na Bahia, em 5 de maio de 1927, diplomou-se professor do primário em dezembro de 1943. Dois anos depois, dedicou-se ao ensino ginasial em Salvador. Lá, prestou concurso público para o instituto de previdência do Estado pelo qual se aposentou após 30 anos de trabalho.

A mediunidade, comenta, é sentida desde os quatro anos de idade. “A desencarnação de um irmão em 23 de junho de 1944 despertou-me as faculdades físicas e psíquicas. Foi quando experimentei um longo período de obsessão, recebi ajuda de uma veneranda médium espírita, a senhora Ana Ribeiro Borges e passei a estudar espiritismo. No dia 27 de março de 1946, na cidade de Aracaju, na União Espírita Sergipana, proferi a primeira conferência espírita da minha vida, atividade esta que me fascina até os dias atuais e por isso, até hoje, continuo me dedicando ao estudo e à vivência do espiritismo, doutrina que liberta o indivíduo da profunda ignorância”, conta.

Divaldo explica que sua liderança espiritual vem da auto iluminação. “O principal para a criatura humana, do ponto de vista psicológico, é dar sentido à sua vida. Na opinião abalizada dos mestres da psicologia profunda é necessário que a nossa existência tenha um fundamento, um objetivo essencial e o meu objetivo essencial é o da auto iluminação, ou seja, a busca do ser interior para superar os tormentos do ego e vencer a grande ponte entre o ego e o self [a emanação derivada do funcionamento integrado do ego]”. 

O líder espírita explica “o indivíduo precisa compreender que pode possuir qualquer tesouro, mas se não tem paz, esse tesouro nenhum significado possui. É como disse o Mestre Jesus: eu vos dou a Minha paz, a paz como somente Eu a posso dar, a paz da consciência”, reflete.

Divaldo explica que os dias atuais fazem parte de um período de renovação da natureza evolutiva do homem e que é necessária uma revisão dos fatos e das realidades para alcançar a mudança de comportamento tão necessária para a paz. “As conquistas tecnológicas, as reações intelectivas e elaborações de forma geral têm contribuído para o exterior da humanidade, um tanto vazia de sentimentos. Neste momento, face à pandemia que devora vidas na Terra, mas não apenas a Covid-19, mas a pandemia moral que assalta o planeta e faz com que o homem seja o lobo do homem, é necessário que nós compreendamos que através da paz será possível uma mudança”.

Neste sentido, Divaldo reforça que a felicidade e a paz são possíveis. “Para a felicidade, a paz é essencial. Mas, não a paz morna, tediosa e sim a paz edificante, construtiva, que transforma pigmeus em heróis, homens em gigantes do bem e deixa um lastro de tranquilidade para o futuro”.

Para Divaldo, “Jesus nos inspira o autoconhecimento em primeiro lugar. Quando Ele diz que é necessário amar o próximo como a si mesmo, Ele recomenda a transformação moral do indivíduo para melhor, para o autoamor. Com este autoamor, ele exterioriza o amor para com os demais. Naturalmente, aquele que carrega rosas tem sempre as mãos perfumadas, aquele que se mescla ao pântano, emana pestíferas. Então, é necessário o autoamor para depois o amor à humanidade, no conjunto do que nós podemos chamar a harmonia”, conclui.

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